Os portugueses

Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa

Durante 322 anos o território foi colonizado por Portugal, o que implicou a transplantação tanto de pessoas quanto da cultura da metrópole para as terras sul-americanas. O número de colonos portugueses aumentou muito no século XVIII, na época do Ciclo do Ouro.

Em 1808, a própria corte de D. João VI mudou-se para o Brasil, um evento com grandes implicações políticas, econômicas e culturais. A imigração portuguesa não parou com a Independência do Brasil: Portugal continuou sendo uma das fontes mais importantes de imigrantes para o Brasil até meados do século XX.

A mais evidente herança portuguesa para a cultura brasileira é a língua portuguesa, atualmente falada por virtualmente todos os habitantes do país. A religião católica, crença da maioria da população, é também decorrência da colonização. O catolicismo, profundamente arraigado em Portugal, legou ao Brasil as tradições do calendário religioso, com suas festas e procissões. As duas festas mais importantes do Brasil, o carnaval e as festas juninas, foram introduzidas pelos portugueses.

Além destas, vários folguedos regionalistas como as cavalhadas, o bumba-meu-boi, o fandango e a farra do boi denotam grande influência portuguesa. No folclore brasileiro, são de origem portuguesa a crença em seres fantásticos como a cuca, o bicho-papão e o lobisomem, além de muitas lendas e jogos infantis como as cantigas de roda.

Na culinária, muitos dos pratos típicos brasileiros são o resultado da adaptação de pratos portugueses às condições da colônia. Um exemplo é a feijoada brasileira, resultado da adaptação dos cozidos portugueses. Também a cachaça foi criada nos engenhos como substituto para a bagaceira portuguesa, aguardente derivada do bagaço da uva.

Alguns pratos portugueses também se incorporaram aos hábitos brasileiros, como as bacalhoadas e outros pratos baseados no bacalhau. Os portugueses introduziram muitas espécies novas de plantas na colônia, atualmente muito identificadas com o Brasil, como a jaca e a manga.

De maneira geral, a cultura portuguesa foi responsável pela introdução no Brasil colônia dos grandes movimentos artísticos europeus: renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo.

Assim, a literatura, pintura, escultura, música, arquitetura e artes decorativas no Brasil colônia denotam forte influência da arte portuguesa, por exemplo nos escritos do jesuíta luso-brasileiro Padre Antônio Vieira ou na decoração exuberante de talha dourada e pinturas de muitas igrejas coloniais. Essa influência seguiu após a Independência, tanto na arte popular como na arte erudita.


18 comentários:

  1. Muito bom esse post, vai me ajudar muito no estudo pro vestibular sobre as influências dos portugueses na cultura brasileira

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    1. é verdade leticia tbm vai me ajudra muuuito!

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    2. so p/ te ajudar,ele tiveram grande influencia sobre a nossa lingua

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    3. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!que descoberta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    4. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa adoro

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  2. Muiiiiito bom adorei to estudando zaqui atrves disso, PARABENS muuuito bom seu conteudo!
    Obrigada!

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  3. vai me ajudar muito obrigada !! me ajudou pra um trab. de historia q fiz em cima da hora valeu mesmo!

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  4. muito bom mesmo tenho que tira 10,00 na prova

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  5. Adorei, amanhã presiso entregar esse trabalho fiz tbm em cima da hora mais vlw adorei o conteudo perfeito!!

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  6. Muito bom as dicas que pequei o mue gripo esta salvo

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  7. MEU DEZ ESTA GARANTIDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    MUITISSIMO OBRIGADA

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  8. Feijoada vem da cultura africana, dos escravos. Revejam seus conceitos.

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  9. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaafs

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  10. Em defesa do Nordeste


    Por Jorge A. Barbosa

    Não seria verdade se não fosse este povo, que chamados foram por Deus de nordestinos, povo forte e decidido, guerreiros rústicos que enfrenta o sol e a falta de chuva sem reclamar, que supera calado o preconceito de ainda ser visto como um povo sem dentes, não seriamos nos se nossos sonhos não fosse o maior deles apenas um ano de chuva e colheita farta, não seriamos nos, se não fosse nossa maior habilidade o trabalho, e nossa maior devoção a vida, a mãe natureza e seus encantos.

    O Nordeste que sobrevive da luta diária pelo direito a vida, que rasga o véu da ignorância humana quando o diminui sem nenhum fundamento obvio que a faca menor entre outros estados, nordeste guerreiro que se supera na espera eterna de criar seus próprios representantes, daqueles que o decepciona ajuntando-se aos bandos dos sem pátria, o nordeste que paga pelo abandono daqueles que supostamente existem para representá-los.

    Desde o inicio, os coronéis nos condenaram ao medo, e nos privaram do direito ao saber, assim aprendemos a contar com os legumes e frutas, resultados do ardo trabalho braçal, e descobrimos as letras nos versos da fé que celebramos arrastando nos folhetos da novena catada no terreiro do vizinho, criamos a arte do cordel, um livrinho pequeno, mais que levou ao mundo nosso grito em versos e poesias, nos superamos com graça, e assim vencemos o chicote que nos oprimia, o que nos falta ainda vencer a seca resultado da falta de competência dos doutores, que mesmo com toda sua leitura nunca imaginaram que um dia o precioso líquido acabanaria.

    Preocuparam-se tanto em ter, que se esqueceram de ser, nossa historia mereceria muito mais aplausos que preconceitos, somos mais nordestinos que brasileiros ate porque nunca nos viram como parte desta nação, ate os mais iletrados e ilustres de nos, gritaram o mundo pelo nordeste independente.

    Assim, que nos defendera arrogância das elites? Daqueles de pele fina, de mãos sedosas e macias, seremos sempre nos, um povo que mesmo em meio às lutas e escassez diária, ao recebermos a visita sempre vamos colocar o melhor que temos na mesa e servi-los, nossa melhor tolha, mataremos nossa melhor cria e os ofertamos como prova de bondade, nossa pele queimada, não reflete o espirito bondoso e intocado das raízes de nossa gente.
    Somos nordestinos sim, queimados, trabalhados pela terra, valentes por natureza, honrados pelo suor do nosso rosto, corajosos porque nascemos e vivemos da superação, para nos não existe fé se não olharmos para céu azul e crendo que um dia ou a qualquer momento a chuva ira chegar, e molhara nossas sementes para vendermos nossa colheita, alimentando e vestindo nossos filhos, muitos daqueles que nos criticam, não sabem do que vivem, mais nos sabemos o valor de cada bem que temos, assim entendemos que não foi nos que escolhemos o nordeste, foi o nordeste que nos escolheu, e por misericórdia de Deus nascemos e crescemos entre os mais honrados dos estados deste pais chamado Brasil.

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