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O primeiro homem a voar era paraibano



Entre 1690 e 1710, um paraibano fez os primeiros voos com um aparelho mais pesado que o ar no Brasil. Seu nome era Marcos Barbosa, natural da cidade paraibana de Mamanguape. Ele voou quase 300 anos antes de Santos Dumont e muito antes de Otto Lilienthal, considerado o pai dos planadores. Ele conseguia voar a distancias impensáveis para a época.

Marcos Barbosa, que nasceu e morreu em Mamanguape, era filho de Luiz Pereira Barbosa, comerciante, e Cecília Gomes, provavelmente professora. Com uma mente inquieta e brilhante, procurava aprender tudo o que podia, lutando contra a falta de estrutura do lugar onde nasceu para seu aprendizado, pois não havia escolas nem professores que o ensinassem o que sua sede de saber exigia. Por isso, tornou-se autodidata, chegando a ser gramático, músico e inventor. Construía objetos que já haviam sido criados por outros e os aperfeiçoava. Chegou a criar um instrumento de cordas, do qual tirava sons suaves e agradáveis aos ouvidos da plateia que o assistia.

Não parava de ter ideias e começou a pesquisar asas, com a intenção de construí-las para ele mesmo voar. E assim o fez, quando construiu um planador rudimentar mais parecido com uma borboleta ou uma asa delta, com o qual realizou inúmeros voos com multidões como testemunha.

Chegou até mesmo a protagonizar o que seria o primeiro acidente aéreo do Brasil, quando decolou de uma elevação em um de seus voos e, não podendo mais sustentar o voo, ficou sobrevoando o mar até cair nele.

Tudo isso está registrado no livro “Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco”, do clérigo Dom Domingos de Loreto Couto, editado em 1757. O pequeno texto que lembra as passagens acima está registrado no parágrafo 64 da pág. 389 daquela obra. Infelizmente, é isso o pouco que se sabe desse paraibano que foi um pioneiro em numa época em que o sonho do homem de voar era realizado em outras paragens e foi muito bem documentada.

Portanto, Marcos Barbosa é mais um injustiçado da história brasileira e paraibana, salvo apenas por uma pequena lembrança em uma ou duas páginas de um livro de que poucos ouviram falar. Ele, como outros tantos, parecem condenados ao esquecimento pelo descaso dos brasileiros e autoridades com a sua História.

Obs: O texto acima é de autoria do Jornalista HILTON GOUVEIA ARAÚJO, e foi publicado na revista “Aeromagazine” (dedicado à aviação)  e no Jornal “A União”. 


Quem foram os Reis Magos?

Diz a Bíblia que "uns magos", guiados por uma estrela, vieram do Oriente à procura de um recém-nascido rei dos judeus. Mas não diz quantos eram, de onde vinham exatamente nem se eram mesmo reis.

Todos os anos, o dia 25 de dezembro, revive a tradição cristã do Natal, quando se comemora o nascimento de Jesus. Nessa época se reconstitui o nascimento de Jesus: a gruta em Belém, o menino na manjedoura, os pastores, que, segundo a Bíblia, vieram de longe (do Oriente) para adorá-lo, trazendo ouro, incenso e mirra.

Nessa caminhada, chegaram a Jerusalém, capital do antigo reino de Israel, convertido em província romana sob o nome de Judéia, onde reinava Herodes. Mas não encontraram ali o recém-nascido e continuaram a seguir a estrela, até Belém. Quem eram os reis magos? Existiram de fato ou são apenas fruto da imaginação? A única referência a eles na Bíblia está no Evangelho de São Mateus. versículo 2: "Tendo, pois, nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém dizendo: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo”.

As dúvidas sobre os reis magos existem na própria Igreja. O teólogo brasileiro frei Leonardo Boff pergunta: “Vieram de fato os reis do Oriente? É curioso imaginar uma estrela errando por aí, primeiro até Jerusalém e depois até Belém, onde estava o menino. Por que não se dirigiu diretamente a Belém, mas primeiro resplendeu sobre Jerusalém, estarreceu toda a cidade e o rei Herodes, a ponto deste ter decretado a morte de crianças inocentes? Em que medida nisso tudo vai conto ou realidade?”

Os evangelhos foram escritos muito depois da morte de Cristo. O de Mateus, por exemplo, foi escrito entre os anos 80 e 85, ou seja, cerca de meio século mais tarde. O teólogo Ivo Storniolo, de São Paulo, acredita que "Mateus criou uma história como se fosse um fato verdadeiro para mostrar o real significado do nascimento desse menino". Outro teólogo, Euclides M. Balancin, afirma que Mateus inspirou-se no salmo 72, O Rei Prometido, do Antigo Testamento, que fala de um rei ideal que implantaria a Justiça e o Direito. "O que Mateus quer dizer", interpreta Storniolo, "é que Jesus é o Messias prometido e, reconhecendo isso, os reis das Nações, que seriam os reis do Oriente, vieram trazer-lhe tributos."

As oferendas com que os magos presentearam Jesus são carregadas de significados. O ouro é o símbolo da realeza; o incenso representa a divindade e a mirra era usada em sepultamentos, o que faz supor que Mateus estivesse aludindo à morte de Jesus. E só Mateus só se refere a eles como magos. Apenas no século VI é que passam a ser chamados de reis, além de magos.

Mas, afinal, que estranhos poderes teriam os magos? A palavra mago vem do persa magu que deu em grego mágos e chegou ao português através do latim maga e quer dizer "poderoso". Os sacerdotes da religião persa, o zoroastrismo, eram chamados de magos. Seus poderes vinham dos conhecimentos de Astronomia e Astrologia que possuíam. Por isso, os reis persas se aconselhavam com eles antes de tomar decisões das mais importantes, como saber qual o melhor dia para resolver questões de Estado, até as mais corriqueiras, por exemplo, o dia mais indicado para tomar um remédio ou mesmo dar uma festa.

Sabe-se tão pouco sobre os magos que até seu número é desconhecido. Jacó de Edessa (640-708), teólogo cristão que escreveu comentários sobre o Antigo e o Novo Testamento, dizia que eles vinham da Pérsia, mas não eram três. Eram homens ilustres escoltados por mais de mil pessoas e seguidos por uma multidão.

Seja como for, os nomes dos magos, Melchior, Baltazar e Gaspar são de origem oriental e todos têm a ver com realeza e poder. A idéia da procedência persa dos magos influenciou até as roupas com que aparecem representados: chapéu redondo na cabeça, camisa curta presa por um cinturão, calças estreitas e uma capa por cima. Exatamente como os reis persas se vestiam.

No altar mór da Catedral de Colônia, na Alemanha, existem os três caixões revestidos de ouro. Dentro deles estariam os restos mortais de Gaspar, Melchior e Baltazar, trasladados da Itália no século XII. Pode ser outro dos tantos mitos que bordam a história dos magos, mas o fascínio que ela exerce sobre os cristãos do mundo inteiro se renova a cada ano no Natal e depois no dia 6 de janeiro, quando eles teriam chegado a Belém, e a tradição popular preserva e comemora como o Dia de Reis.

Por que o céu é azul?

A atmosfera é composta de moléculas que refletem, absorvem e difundem a luz solar. Devido a um fenômeno chamado refração, a luz solar que se difunde por essas moléculas espalha-se para todos os lados.

Quando o Sol está bem acima do horizonte, a luz atravessa uma camada menos espessa da atmosfera, deslocando-se para a extremidade azul da sucessão de cores em que se decompõem, ou seja, do seu espectro.

Por isso, vemos o céu azul a maior parte do tempo, menos ao amanhecer e ao anoitecer, quando a atmosfera é mais espessa, as ondas luminosas se alongam e a luz se desloca no espectro para a faixa do alaranjado.

Don Juan realmente existiu?

Não. Vários historiadores tentaram descobrir sua identidade, pesquisando famílias aristocráticas na Espanha, o suposto país de Don Juan. Chegou-se a supor que ele seria Miguel Mañara, um nobre de Sevilha, famoso pelo comportamento libertino. Manãra acabou sendo descartado por dois motivos: foi um conquistador famoso mas discreto e nasceu em 1626, enquanto Don Juan já era citado no século XVI.

A conclusão é de que o personagem não passa mesmo de uma lenda. Famoso por sua incrível habilidade de seduzir centenas de mulheres, Don Juan transformou-se em fonte de inspiração para numerosas obras literárias e musicais. A primeira foi O libertino de Sevilha e o Convidado de Pedra, prosa do espanhol Tirso de Molina, em 1630. A história espalhou-se pela França com a peça de Molière Don Juan ou O Banquete de Pedra, em 1665.

O que é o Taj Mahal?

É um mausoléu, erguido no século XVII pelo imperador indiano Shanh Johan para homenagear uma de suas esposas, morta durante o parto ao dar a luz pela décima quarta vez. A amada chamava-se Arjumand Banu Began, também conhecida como Muntaz Mahal (que significa "a preferida do palácio") e viveu com o imperador de 1612 a 1631. Foi sua terceira mulher e, como o próprio nome indica, era a verdadeira dona do seu coração. A obra foi iniciada em 1632 na cidade de Agra, na Índia, e ficou pronta 22 anos depois. Foi planejada por arquitetos da própria Índia, Pérsia e regiões da Ásia Central, mas não se sabe de quem foi o projeto final.

Shanh queria um monumento que superasse tudo o que existia de belo, para o mundo saber do seu amor. Na construção foram usados materiais preciosos de várias regiões: o mármore branco veio da cidade indiana Jodhpur, a pedra turquesa do Tibet, os corais da Arábia e a malaquita, um metal esverdeado, da Rússia. Mais de 20 000 trabalhadores levantaram o palácio que mede 580 metros de comprimento por 304 metros de largura. Ele tem um espelho d’água que reflete a obra, uma mesquita, uma casa de hóspedes e uma tumba onde estão enterrados os corpos dos dois amantes. O Taj Mahal, cujo nome quer dizer "a jóia do palácio", está ameaçado pela poluição. Suas paredes estão sendo corroídas. Atualmente, recebe 25 000 visitantes por dia. A história de amor que ele eterniza continua a inspirar poetas no mundo todo, como o brasileiro Jorge Benjor, que fez a música Taj Mahal.

É verdade que as minhocas têm vários corações?

Sim, às vezes até 30. A minhoca tem vários pares de corações e cada coração tem a forma de um arco. Em cada par, um está ligado à artéria ventral (na barriga) e bombeia o sangue para a frente levando oxigênio aos órgãos; o outro está preso ao vaso sanguíneo dorsal (nas costas), empurrando o sangue para trás e ajudando a recolhê-lo.

Cada minhoca tem entre dois e quinze pares de corações. O número é grande para permitir a distribuição do sangue por todo o corpo do animal, já que existem minhocas que chegam a quase 3 metros de comprimento. Outros animais que pertencem à mesma classe zoológica, como as sanguessugas e as poliquetas (minhocas do mar), têm a mesma estrutura circulatória.

Desde quando o homem fala?

É difícil dizer quando começamos a vocalizar porque as estruturas ligadas à fala não são preservadas como fósseis. Portanto, não há vestígios materiais. As pistas são indiretas. As marcas deixadas pelo cérebro na parte interna dos crânios fósseis podem revelar áreas neurológicas responsáveis pela fala. Essas áreas foram localizadas em hominídeos, ou seja, neurologicamente eles já podiam desenvolver a fala. Mas os chimpanzés também as possuem e não falam.

Os pesquisadores acham que é o número de ligações neuronais existentes na região do cérebro que determina a fala. Mas é isso que os fósseis não mostram. O pesquisador Philip Lieberman, da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, concluiu que o chimpanzé não fala porque sua laringe fica em uma posição elevada, devido à curvatura da base do crânio, limitando a emissão de som. A conclusão é a de que apenas os humanos que apareceram há 100 000 anos já teriam a laringe no lugar certo e as ligações neuronais necessárias à fala. Mas essa idéia ainda não foi provada.

Como e onde surgiu a lenda das cegonhas trazerem bebês?

Foi na Escandinávia. A tradição diz que, na época em que os bebês costumavam nascer em casa, as mães diziam aos filhos que eles haviam sido trazidos pela cegonha para justificar o aparecimento repentino de um novo membro da família. Para explicar que, após o parto, a mãe precisava descansar por alguns dias, dizia-se que, antes de partir, a cegonha havia bicado a perna materna.

O animal foi escolhido como símbolo principalmente por dois motivos. Primeiro, é uma ave extremamente dócil e protetora: as jovens cegonhas costumam dedicar atenção especial e carinho às aves mais velhas ou doentes. Tanto que os romanos antigos criaram uma lei incentivando as crianças a cuidarem dos idosos da família chamada Lex Ciconaria (Lei da Cegonha).

O outro motivo é que elas costumam fazer seus ninhos ao lado das chaminés das casas e voltam, sempre para o mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. A mistura de generosidade e fidelidade ao ninho criou um símbolo perfeito. Por muitos séculos a lenda foi difundida apenas na Escandinávia. Mas, no século XIX, se espalhou pelo mundo com os contos do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

É verdade que os lobos uivam para a lua?

Não. O uivo é uma forma de comunicação como o latido dos cães. Os lobos uivam principalmente para chamar seu grupo para a caça. Por isso é mais comum uivarem quando há lua cheia e, portanto, mais luz, já que as condições são mais propícias para localizar as presas.

Depois da caçada, o som serve para reunir novamente o grupo. Os lobos são capazes de reconhecer uns aos outros apenas pelo ruído do uivo. Mas eles também podem uivar quando não há lua, afinal, os animais caçam o tempo todo. Os lobos emitem sons também para marcar seu território. Dois grupos que pretendem ocupar a mesma região podem deduzir o tamanho do bando rival: a diversidade dos uivos revela o número dos animais.

O que é o "PI" e como ele passou a ser usado pela Matemática?

O pi é a 16ª letra do alfabeto grego e corresponde ao som fonético "p" no alfabeto latino. Ele é, também, a inicial da palavra grega periphéreia, que significa circunferência. Por isso passou a ser usado para designar a divisão (razão) entre o valor da circunferência de um círculo e o seu diâmetro (o comprimento da reta que atravessa o seu centro).

Se pegarmos vários objetos circulares (moedas, botões, pratos), medirmos com uma corda o tamanho da sua circunferência e dividirmos pelo diâmetro do objeto, sempre vamos obter um número bastante próximo a 3,14159. O matemático Arquimedes (cerca de 280 a. C. - a cerca de 211 a. C.), foi o primeiro a estabelecer o valor do pi. O que ele não conseguiu descobrir é que era um número irracional, ou seja, tem um número indefinido de casas decimais (sabe-se hoje que ultrapassam as 2 000). Quem descobriu isso foi o cientista alemão Johann Heinrich Lambert, em 1766.

Por que os bebês nascem com uma abertura no osso da cabeça, a moleira?

Na verdade, são seis pequenas aberturas (duas superiores e quatro laterais), mas a localizada na parte de cima e à frente da cabeça é mais perceptível. Sua função é permitir que o cérebro continue crescendo. Quando o bebê nasce, os ossos do crânio ainda não estão totalmente unidos. Há uma pequena abertura entre eles, chamada sutura. Na região onde quatro ossos se encontram, existe um espaço que é preenchido por uma membrana. São as fontanelas, popularmente chamadas de moleiras. Se não existissem suturas e aberturas e o crânio fechasse, não haveria espaço para o cérebro continuar crescendo.

Até por volta de um ano e três meses, as fontanelas fecham-se, pois partículas de cálcio se depositam sobre a membrana formando osso. As fissuras se unem entre dois e dois anos e meio.

Mas há casos em que a moleira e as suturas fecham-se precocemente, impedindo que o cérebro cresça. É preciso, então, abrir novamente o orifício por meio de uma cirurgia. Alguns exames podem mostrar também que está ocorrendo uma abertura dessas estruturas, indicando que o cérebro está crescendo além do normal. Os pediatras podem ainda identificar outras doenças, como meningite e desidratação, observando se a moleira superior (na parte da frente da cabeça) está baixa ou alta.

O que é a Legião Estrangeira?

É uma corporação militar francesa composta principalmente de estrangeiros. Ela foi criada em 1831, pelo rei Luis Felipe (1773-1850), para controlar os territórios franceses na África empregando os muitos imigrantes que viviam no país. Uma ordem real determinava que a força só poderia agir fora do território francês, mas, com o tempo, ela acabou participando também de grandes batalhas, na França, durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Ainda hoje os legionários continuam intervindo em conflitos internacionais, como o da Bósnia.

A tropa tem representantes de mais de cem nacionalidades, inclusive brasileiros. A fama de romantismo e marginalidade da Legião deve-se à norma de preservar a identidade dos soldados e aceitar condenados por crimes leves, desde que tenham entre 17 e 40 anos. Apesar do salário baixo, depois de cinco anos na tropa, o soldado ganha cidadania francesa. Outros países copiaram a fórmula francesa e criaram sua legião, como a Espanha.

Qual o macaco mais parecido com o homem?

O homem faz parte da superfamília de primatas chamada Hominoidea, que inclui somente grandes macacos, como o gibão (um símio do sudoeste asiático), o orangotango, o gorila e o chimpanzé. Em comum com o homem, esses macacos têm porte desenvolvido, capacidade de rotação do braço no ombro, ausência de rabo e certas características dentárias (32 dentes, molares com quatro pontas). Pela classificação existente, que divide a Hominoidea em três famílias, os gibões são os mais afastados do grupo. Os dados genéticos não são totalmente seguros quanto ao macaco mais próximo dos humanos, mas sabe-se que gorila, chimpanzé e homem são semelhantes.

O chimpanzé e o homem são mais próximos entre si do que do gorila. Em termos evolutivos, a linha ancestral que originou os gorilas se separou dos dois outros. Chimpanzé e homem tiveram um ancestral comum, sendo o primata mais próximo do ser humano. Eles tem 98% do DNA em comum, além das seguintes semelhanças: cérebro três vezes maior, com peso menor; braços mais curtos que as pernas; tórax menor e mais fino; músculos e nervos da mão e dedos mais desenvolvidos, com maior capacidade de manipulação e postura ereta.

O que é e como surgiu o Kama Sutra?

É um tratado, em sânscrito, com lições sobre amor e sexo. O livro foi escrito por volta do século III pelo indiano Mallanaga Vatsyayana, um estudioso de religião. Apesar de tratar de erotismo, faz parte da literatura religiosa. Os ensinamentos indianos supunham que a felicidade no sexo dependia do conhecimento científico e por isso o Kama Sutra procurava ser didático.

Na parte cinco, por exemplo, Vatsyayana faz uma longa lista dos homens que geralmente têm sucesso com as mulheres, como os versados em ciência do amor, os que sabem contar histórias, os que gostam de piqueniques e festas, e das mulheres fáceis de conquistar: as que ficam nas portas de suas casas, a esposa de um joalheiro, as corcundas, entre outras. A obra se tornou conhecida no ocidente graças ao explorador inglês sir Richard Burton (1821-1890), que não só traduziu-a, em 1883, como também publicou alguns exemplares secretamente.

Como as baleias amamentam no fundo do mar?

Para amamentar, as baleias ficam próximas à superfície, mas sempre dentro da água. As glândulas mamárias desse mamífero são alongadas e se distribuem por toda a barriga (da cabeça ao ânus). Com isso o animal consegue produzir bastante leite. Mas há apenas dois mamilos, que ficam entre o centro da barriga e a cauda. Cada uma das mamadas é bastante rápida — cerca de um minuto — mas se repetem duas ou três vezes por hora, inclusive à noite.

Quando e por quem foram definidos os Sete Pecados Capitais?

Os sete pecados capitais são: inveja, gula, ira, soberba, luxúria, avareza e preguiça. A palavra "capital" vem do latim caput — que significa "cabeça" e também "doutrina". Esses pecados são citados na Bíblia (tanto no Velho quanto no Novo Testamento), já com a denominação de capitais, em várias situações.

A preocupação em organizá-los em uma lista surgiu durante a Idade Média, no Concílio de Trento (Itália, 1545-1563), convocado pelo rei da Espanha, Felipe II, e coordenado pelo papa Paulo IV. O objetivo do concílio era fixar com clareza os dogmas da Igreja Católica, preocupada com o avanço do protestantismo na Europa. Nessa época, cada um fazia uma interpretação diferente da Bíblia. O concílio criou um sistema didático para ser memorizado com facilidade que deixou claro para os fiéis quais eram os reais valores da Igreja Católica.

Foram então listados os sete pecados capitais e também, em oposição a eles, as sete virtudes capitais, que também eram citadas na Bíblia: humildade, generosidade, castidade, paciência, comedimento, caridade e diligência. Ainda preocupada com o didatismo de seus ensinamentos, o Concílio de Trento fez um resumo de todas as suas resoluções e criou o catecismo, um livrinho com os valores básicos para ser usado na educação dos católicos, principalmente na das crianças.

De onde vem o costume dos médicos usarem roupas brancas?

A tradição começou no templo de Hipócrates, na ilha grega de Cos, onde se tratavam doentes por volta dos séculos V e VI antes de Cristo. Era hábito dos médicos, auxiliares e pacientes usarem branco para que não fossem feitas distinções entre eles. Além disso, a região era muito quente e o branco mais confortável que os trajes escuros. Há também uma explicação prática. No final do século passado, a higiene começou a ser valorizada.

E como o branco é associado à limpeza, passou a ser adotado. Qualquer sinal de sujeira fica visível, forçando o médico a trocar-se rapidamente. Mas nem sempre usou-se branco. Em meados de século passado era comum o uniforme escuro, sinal de classe social elevada. Foi nessa época também que foram feitas as primeiras cirurgias. As manchas de sangue apareciam menos em tecidos escuros.

Por que só existe pinguim no Polo Sul e não no Polo Norte?

Antigamente os continentes não estavam separados e sim agrupados em um imenso bloco de terra. Há 175 milhões de anos ocorreu a separação e o mapa ficou como é hoje. Com isso, a população de aves aquáticas que vivia mais ou menos unida também se dividiu.

No início, as aves que habitavam os dois polos eram parecidas. Mas, com o passar do tempo, eles foram se adaptando melhor à região. As asas do pinguim não tinham muita utilidade no Polo Sul. Ele se reproduz em regiões próximas ao local em que vive e não precisa atravessar longas distâncias para buscar comida. Suas asas se transformaram, então, em potentes remos que aumentam sua agilidade na água, facilitando a pesca.

No Polo Norte existe uma ave, chamada alca, com estrutura física semelhante à do pinguim. Acredita-se que os dois possam ter antepassados comuns. Só que no Polo Norte as asas são extremamente necessárias porque as alcas precisam se deslocar pelo ar para encontrar locais nos quais construir seus ninhos.

O Rei Artur e a Távola Redonda existiram realmente?

Artur foi um rei lendário que teria vivido no país de Gales entre o final do século V e início do século VI e incentivado a resistência do povo celta contra os anglo-saxões. Não se sabe se ele realmente existiu. Não foram encontrados documentos sobre o seu reino.
As histórias sobre Artur e sua corte se tornaram populares na Europa com o livro História dos reis da Bretanha do escritor inglês Geoffrey de Monmouths, no século XII. Provavelmente os escritores que falaram sobre o rei Artur como um grande conquistador inspiraram-se nas histórias e lendas que rodeavam grandes líderes reais como Alexandre, o Grande (356 a.C - 323 a.C) e Carlos Magno (742-814).
Foi Chrétien de Troyes, entre outros escritores franceses do final do século XII, que "inventou" a Távola Redonda, uma grande mesa na qual Artur se sentava com seus cavaleiros para discutir estratégias de ação. Foi também Chrétien quem acrescentou a busca do Santo Graal (cálice usado por Jesus Cristo na última ceia) entre as façanhas a serem realizadas por Artur.

Por que Meca é tão importante para o islamismo?

Porque ali fica o santuário de Ka’bah, construído no segundo milênio antes de Cristo. Segundo a tradição islamita, Ka’bah é o único local da Terra que as forças celestes teriam tocado. Foi também em Meca que nasceu e está enterrado Maomé (570-652), fundador da religião islâmica.
Situada na Arábia Saudita, a cidade já era ponto de parada de caravanas e centro comercial antes de Maomé. Mas os maometanos, também chamados de muçulmanos, a converteram em sua capital. De acordo com os preceitos religiosos, todo fiel tem o dever de visitá-la ao menos uma vez antes de morrer. Além disso, onde quer que estejam tem que rezar cinco vezes ao dia voltados para lá. E a oração do meio-dia de sexta-feira precisa que ser feita em uma mesquita, que sempre é construída em sua direção.
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